História RJ

Rio, 04/05/2008

História: Rio de Janeiro

Descoberta

A Baía de Guanabara, à margem da qual a cidade se organizou, foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos em 1º de janeiro de 1502. Embora se afirme que o nome Rio de Janeiro tenha sido escolhido em virtude de os portugueses acreditarem tratar-se a Guanabara da foz de um rio, na verdade, à época, não havia qualquer distinção de nomenclatura entre rios, sacos e baías – motivo pelo qual foi o corpo d’água corretamente designado como rio. Os franceses estabeleceram-se na região em 1555 e foram expulsos pelos portugueses em 1567.

Período francês

Ver artigo principal: França Antártica
BaÃa de Guanabara, 1555.

Baía de Guanabara, 1555.

Em 1º de novembro de 1555, os franceses, capitaneados por Nicolas Durand de Villegagnon, apossaram-se da Baía da Guanabara, estabelecendo uma colônia na Ilha de Sergipe (atual Ilha de Villegagnon). Ali ergueram o Forte Coligny, enquanto consolidavam alianças com os Tamoios e Tupinambás. Foi também com o auxílio dos povos autóctones que os portugueses atacaram e destruíram este agrupamento em 1560.

Período colonial

Urca e Copacabana vistas do Pão de Açúcar.

Urca e Copacabana vistas do Pão de Açúcar.

Visão traseira da Estátua da Cristo Redentor a partir do bairro do Cosme Velho, que ainda conserva muitos elementos do PerÃodo Imperial em sua arquitetura.

Visão traseira da Estátua da Cristo Redentor a partir do bairro do Cosme Velho, que ainda conserva muitos elementos do Período Imperial em sua arquitetura.

Persistindo a presença francesa na região, os portugueses, sob o comando de Estácio de Sá, desembarcaram num istmo entre o Morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar, fundando, a 1 de Março de 1565, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Uma vez conquistado o território, em uma pequena praia protegida pelo Pão de Açúcar edificaram uma fortificação de faxina e terra, o embrião da Fortaleza de São João.

A expulsão e derrota definitiva dos franceses e seus aliados indígenas, no entanto, só se deu em janeiro de 1567. A vitória de Estácio de Sá, subjugando elementos remanescentes franceses (os quais, aliados aos Tamoios, dedicavam-se ao comércio e ameaçavam o domínio português na costa do Brasil), garantiu a posse do Rio de Janeiro, rechaçando a partir daí novas tentativas de invasões estrangeiras e expandindo, à custa de guerras, seu domínio sobre as ilhas e o continente. A povoação foi refundada no alto do Morro do Castelo (completamente arrasado em 1922), no atual centro histórico da cidade. O novo povoado marca, de fato, o começo da expansão urbana.

Durante quase todo o século XVII a cidade teve um desenvolvimento lento. Uma rede de pequenas ruelas conectava entre si as igrejas, ligando-as ao Paço e ao Mercado do Peixe, à beira do cais. A partir delas, nasceram as principais ruas do atual Centro. Com cerca de 30 mil habitantes na segunda metade do século XVII, o Rio de Janeiro tornara-se a cidade mais populosa do Brasil, passando a ter importância fundamental para o domínio colonial.

Essa importância tornou-se ainda maior com a exploração de jazidas de ouro em Minas Gerais, no século XVIII: a proximidade levou à consolidação da cidade como proeminente centro portuário e econômico. Em 1763, o ministro português Marquês de Pombal transferiu a sede da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro.

Foi a capital do Brasil de 1763 a 1960, quando o governo transferiu-se para Brasília. Atualmente é a segunda maior cidade do país, depois de São Paulo. Entre 1808 e 1815, foi capital do Reino de Portugal e dos Algarves, como era oficialmente designado Portugal na época. Entre 1815 e abril de 1821, sediou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, após elevação do Brasil a parte integrante do Reino Unido. É a única cidade no mundo que sediou um império europeu fora da Europa.

Período imperial

Hotel Copacabana Palace, construÃdo entre 1919 e 1923.

Hotel Copacabana Palace, construído entre 1919 e 1923.

Praia de Ipanema.

Praia de Ipanema.

diversas obras já modificaram o traçado urbanÃstico desde então.

Planta da zona da Enseada de Botafogo na década de 1970: diversas obras já modificaram o traçado urbanístico desde então.

Após a Independência, a cidade tornou-se a capital do Império do Brasil, enquanto a província enriquecia com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba. De modo a separar a província da capital do Império, a cidade foi convertida, no ano de 1834, em Município Neutro, passando a província do Rio de Janeiro a ter Niterói como capital.

Como centro político do país, o “Rio” concentrava a vida político-partidária do Império. Foi palco principal dos Movimentos Abolicionista e Republicano na metade final do século XIX. Durante a República Velha, com a decadência de suas áreas cafeeiras, o estado perde força política para São Paulo e Minas Gerais.

Período republicano

Com a Proclamação da República, nas últimas décadas do século XIX e início do XX, o Rio de Janeiro enfrentava graves problemas sociais advindos do crescimento rápido e desordenado. Com o declínio do trabalho escravo, a cidade passara a receber grandes contingentes de imigrantes europeus e de ex-escravos, atraídos pelas oportunidades que ali se abriam ao trabalho assalariado. Entre 1872 e 1890, sua população duplicou, passando de 274 mil para 522 mil habitantes.

O aumento da pobreza agravou a crise habitacional, traço constante na vida urbana do Rio desde meados do século XIX. O epicentro dessa crise era ainda, e cada vez mais, o miolo central – a Cidade Velha e suas adjacências –, onde se multiplicavam as habitações coletivas e eclodiam as violentas epidemias de febre amarela, varíola, cólera-morbo, que conferiam à cidade fama internacional de porto sujo.

Muitas campanhas de erradicação, perpetradas pelos governos da época, não foram bem recebidas pela população carioca. Houve muitas revoltas populares, entre elas, a Revolta da Vacina, de 1904, que também teve como causa a tomada de medidas impopulares, como as reformas urbanas do Centro, executadas pelo engenheiro Pereira Passos. Vários cortiços foram demolidos e, a população pobre da Região Central, deslocada para as encostas de morros, na Zona Portuária e no Caju, sobretudo os Morros da Saúde e da Providência. Tais povoamentos cresceram de maneira desordenada, dando início ao processo de favelização (ainda não muito preocupante na época) – o que não impediu a adoção de várias outras reformas urbanas e sanitárias que modificaram a imagem da então capital da República.

Após a transferência da Capital Federal para Brasília em 1960, o Rio foi transformado numa cidade-estado com o nome de Estado da Guanabara. Em 15 de março de 1975 ocorreu a fusão com o antigo Estado do Rio de Janeiro e, em 23 de julho, foi promulgada a Constituição do Estado do Rio de Janeiro.

Em 1992, sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUCED), mais conhecida como Rio-92, ou ECO-92 – a primeira reunião internacional de peso a se realizar após o fim da Guerra Fria, com a presença de delegações de 175 países.

Foi sede dos Jogos Pan-Americanos de 2007, ocasião à qual realizou investimentos em estruturas esportivas (incluindo a construção do novo Estádio João Havelange) e nas áreas de transportes, segurança pública e infra-estrutura urbana.

[Fonte: wikipédia]

Rio, 07/12/2007

BANGU

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Tudo começou no ano 1673, quando Manuel de Barcelos Domingues, um dos primeiros povoadores do Rio de Janeiro, construiu uma capela particular em sua Fazenda Bangu, primitivamente Engenho da Serra e daí teve início a vida progressista de Bangu. A Companhia Progresso Industrial do Brasil, adquiriu mais tarde a posse dessas fazendas, onde fundou a fábrica que deu origem a evolução de Bangu.

Quando a fazenda Bangu foi comprada pela Companhia Progresso Industrial do Brasil, havia na região apenas uma rua, a Estrada Real de Santa Cruz, que foi aberta para permitir a comunicação com as Sesmarias dos Jesuítas (chamou-se originalmente caminho dos Jesuítas), que se estendiam pelo litoral até as proximidades de Itaguaí

Hoje, nesta rua, encontramos os marcos históricos (lápides de concreto) que serviam para demarcar a distância, em léguas, que o Imperador D. Pedro I percorria para encontrar a sua amada, a marquesa de Santos, desde que deixava sua residência, na Quinta da Boa Vista, até chegar a São Paulo. Eles também serviam para parar e descansar depois de horas andando a cavalo.

É de se imaginar que a ferrovia foi imprescindível para intensificação da urbanização e ocupação das áreas, não só de Bangu, mas das demais áreas da Região Oeste carioca, uma vez que tornou possível o transporte de produtos e pessoas até a região, que até em tão se mantinha praticamente isolada do centro urbano da Cidade, tanto pela grande distância, quanto pelas barreiras físicas naturais encontradas (Os maciços da Pedra Branca e do Gericinó) que dificultavam o percurso. A inauguração do ramal ferroviário de Santa Cruz ocorreu em 2 de dezembro de 1878, sendo sua primeira estação a de Deodoro, que foi inaugurada em 8 de dezembro de 1859, posteriormente vieram a de Realengo (1878) e de Bangu (1890), e mais tarde as demais estações. Então, com a inauguração da ferrovia, a ocupação foi se intensificando e núcleos urbanos foram surgindo em torno dela, trazendo também o estabelecimento de empreendimentos que tiveram atuação decisiva no processo de ocupação, expansão e desenvolvimento da região, no caso de Bangu, a Fábrica de Tecidos Bangu.

Bangu cresceu com todas as características de um bairro proletário, onde os primeiros patrões foram os ingleses. Bangu foi um bairro planejado para funcionar atendendo a Companhia Progresso Industrial de Bangu (Fábrica de tecidos Bangu), que por muito tempo exportou a marca Bangu para todo o mundo, principalmente a Europa.

Todo este crescimento favoreceu a população uma boa qualidade de vida, onde a fábrica financiava para todos os seus empregados casas construídas com materiais que na sua maioria vinham da Europa, como os primeiros tijolos maciços, as telhas, as madeiras de pinho de riga da Suécia, etc mantendo sempre o modelo de arquitetura inglesa em todas as suas construções.

A fábrica, também facilitou a compra de bicicletas para os seus operários, importando da Europa os mais variados modelos de bicicleta, tanto para homens como mulheres (ver algumas fotos na história da bicicleta no bairro) facilitando assim o deslocamento para o trabalho.

(Continua)

Rio, 17/11/2007

OS ARCOS DA LAPA

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“Cada capital da Europa possui um monumento célebre que imprime à cidade um caráter próprio. No Rio de Janeiro, é o Aqueduto da Carioca, com sua ordem de arcadas, sua aparência de construção romana, sua forma elegante e graciosa que de todos os lados a vista procura…”.

A declaração do historiador francês Ferdi nand Denis refere-se a um dos principais símbolos da cidade do Rio de Janeiro – o Aqueduto da Carioca, popularmente conhecido como Arcos da Lapa.

Promovida pelo governador Ayres Saldanha e considerada a mais importante obra do Rio de Janeiro colonial, o Aqueduto da Carioca foi construído em 1723 e tinha como objetivo levar as águas do rio Carioca até o Largo da Carioca, sanando o problema de falta de água na cidade.

A água abastecia o famoso chafariz do Largo da Carioca, que passou a ser ponto de encontro de escravos e mercantes, e centro da vida urbana da época.

A Reforma dos Arcos

A imponente construção em estilo romano, com 17,6 m de altura e 270 m de extensão, e 42 arcos que ligam o Morro do Desterro (atual bairro de Santa Teresa) ao Morro de Santo Antônio, logo estava em ruínas. Foi reformada em 1744, pelo governador Gomes Freire de Andrada, que lhes proporcionou maior solidez. No Século XIX, o aqueduto tornou-se obsoleto e foi desativado, passando (em 1896) a ser utilizado como viaduto de acesso dos bondes de Santa Teresa – único sistema de bondes ainda existente no Rio, que imprime ao bairro um aspecto peculiar e histórico. Origem:http://www.lanalapa.com.br/

Rio, 10/11/2007

A PEDRA DA GAVEA

Nosso Rio de Janeiro não é só um rostinho bonito… também é muita cuca no lance!!! A matéria que se segue foi retirada do site: “http://www.almacarioca.com.br” e se refere a um dos lugares mais bonitos do Rio. Vale a pena conferir!!!!

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Desvendado o enigma da Pedra da Gávea
Eric Brücher Camara

Esfinge, tumba fenícia, portal para o mundo subterrâneo? Há quase 200 anos os mistérios da Pedra da Gávea intrigam excursionistas, pesquisadores e esotéricos. No último dia 28, uma expedição de cientistas das UFRJ e da Uerj, acompanhada por repórteres do GLOBO e guiada pelo montanhista Sérgio Marcondes, da Outdoor Consultants, desvendou o enigma. Foram necessárias quase 14 horas de caminhada para levar o equipamento GPR (sigla em inglês para radar de penetração no solo), que “enxerga” através da rocha, até o alto dos 842 metros da pedra. O resultado deve decepcionar os iniciados:

- Os dados obtidos não mostraram nada além de rocha maciça na Pedra da Gávea – diz a geofísica Paula Ferrúcio da Costa, professora e líder da equipe de cientistas da UFRJ.

A existência de uma cavidade seria indício de que a pedra seria a tumba do rei fenício Badezir, que em 850 a.C. teria sido enterrado num salão ao lado de dois filhos, dois escravos e uma galera. A teoria surgiu no século XIX, com um certo frei Custódio, especialista em epigrafia (estudo de inscrições em pedra), que teria alertado dom João VI para a existência de inscrições na Pedra da Gávea. A lenda ainda existe, às vésperas do 31º Congresso Internacional de Geologia, que começa hoje no Rio

Em 1839, uma expedição do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) não conseguiu confirmar se as marcas tinham sido feitas pela mão do homem ou pela ação do tempo. A dúvida persistiu e, em 1930, foi publicado o livro “Inscripções e tradições da América pré-histórica”, de Bernardo de Azevedo da Silva Ramos. Nele, o arqueólogo amador traduzia as supostas inscrições. De acordo com Ramos, elas diziam “Tiro, Fenícia, Badezir, primogênito Jethbaal” – sendo Tiro uma das cidades-estados da Fenícia e Badezir outra grafia de Baalazar, que teria reinado naquela cidade entre 855 e 850 a.C.

- As tais inscrições não passam de falhas geológicas. Com as intempéries, os minérios mais sensíveis gastam e o resultado ficou com a aparência de inscrições – afirmou o geólogo Marco André Malmann Medeiros, da Uerj.

Balde de água fria nos seguidores da Sociedade Brasileira de Eubiose, que cultuam a Pedra da Gávea como um dos marcos do “Brasil fenício”. Em seus escritos, o patrono do grupo, Henrique José do Nascimento, compara a forma da pedra a uma esfinge egípcia e conta a história dos fenícios Jethbaal, sua irmã Jeth Baal-Bey e o pai, Badezir, que teriam sido expulsos de Tiro.

- Ainda não há prova científica da vinda dos fenícios ao Brasil. Nem no Rio, nem em outro estado – afirmou o professor Francisco Otávio da Silva Bezerra, antropólogo cultural e um dos fundadores do Centro Brasileiro de Arqueologia.

O portal dos fenícios, uma reentrância retangular de cerca de 15 metros de altura bem próxima ao cume da Pedra da Gávea, também é objeto de lendas. A mais fantástica conta que o portal seria a entrada para Agarta, império subterrâneo com milhares de habitantes.

Se a arqueologia não confirma a tese dos fenícios e tampouco a descarta, a geologia é mais categórica: as medições realizadas com o GPR pelos geofísicos da UFRJ, no dia 28 de julho, não apontaram qualquer reentrância atrás do portal.

O diagnóstico também é desanimador para quem esperava um túnel escondido. Os geofísicos Carlos Eduardo Guerra e Marcelo Marques, da UFRJ, analisando os gráficos obtidos pelo equipamento, descartam a existência de qualquer caverna nas proximidades do portal.

A aura de mistério da Pedra da Gávea atraiu de cientistas a esotéricos, passando pelo cantor Roberto Carlos; o ator José Mojica Marins, o Zé do Caixão; o tecladista inglês Rick Wakeman; e o paranormal Uri Geller. Em 1952, a revista “O Cruzeiro” publicou uma das primeiras fotos de disco voador de que se tem notícia, bem ao lado da pedra. Hoje, sites na Internet difundem lendas para todos os gostos. Em 1989 foi a vez de o filme “Os Trapalhões na terra dos monstros” explorar a suposta origem fenícia da pedra.

Em 1973, a revista “Planeta” publicou uma entrevista com o vidente Alex Madruga, que garantiu ter visto vultos que vestiam mantos de cor púrpura bordados a ouro. Anos depois, foi a vez de Uri Geller dizer que sentira vibrações na pedra, que teria sido palco de sacrifícios.

Em 1977, o escritor Erich von Däniken, autor do best-seller “Eram os deuses astronautas?”, escreveu o prefácio do livro “Mensagem dos deuses: para uma revisão da História do Brasil”, do jornalista Eduardo B. Chaves, obra dedicada à Pedra da Gávea. Entre as teorias apresentadas, está a de que os descendentes dos habitantes de Atlântida – o continente perdido citado pelo filósofo Platão em um de seus “Diálogos” – teriam modelado a pedra.

A Internet oferece farto material com outras explicações. Um dos mais respeitados sites sobre cultura fenícia, apresenta um texto em que o autor lista vestígios da cultura fenícia no Brasil, entre eles inscrições na Pedra da Gávea.

Uma velha vontade de ver fenícios por toda a parte

Vontade não faltou para encontrarem vestígios de fenícios ou vikings no Brasil. O historiador Johnni Langer, da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, procura esclarecer na tese de doutorado “A arqueologia no Brasil Império” tamanha disposição de arqueólogos e cientistas da época para descobrir sinais de outras civilizações avançadas anteriores à chegada dos descobridores, em 1500. Langer chegou à conclusão de que os esforços faziam parte da construção de um nacionalismo comparável ao da Europa.

- Foi a época em que se começou a construir a nação. E o berço da civilização não podia ser apenas a Europa – explica o historiador, que dedicou o capítulo “O enigma de uma esfinge” aos mistérios da Pedra da Gávea.

A tese traça um paralelo entre as “descobertas” fenícias no Brasil e a interpretação de inscrições ditas fenícias nos Estados Unidos. Em 1680, o americanista francês Antonio Court de Gebelin estudou as inscrições da pedra de Dighton, no estado de Massachusetts e chegou à conclusão de que eram de procedência fenícia. Para ele, os fenícios haviam estado em toda a Terra.

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